sexta-feira, 23 de março de 2012

Proibida entrada de pessoas perfeitas.

Esta frase não precisa estampar a entrada de um bar ou prostíbulo, mas se faz necessária em muitas igrejas por esse país afora. A religiosidade deveria ser um bem, mas se tornou uma terrível opressão nas mãos de pessoas inescrupulosas que se valem de cargos ou títulos clericais para exteriorizar toda tirania que abrigam dentro de si. Incapazes de entender o Evangelho como uma proposta de cura, paz e libertação para a alma, sobrecarregam pessoas incautas debaixo de jugos criados e mantidos por uma estrutura religiosa desajustada, adoecida e violenta.


Pregar a perfeição como um alvo a ser buscado é legítimo. Jesus fez isso ao dizer: "sede vós também perfeitos, como perfeito é o vosso pai que está nos céus". No entanto se esquecem que o mais útil servo de Cristo de todos os tempos revelou: "Não que já o tenha alcançado, ou obtido a perfeição, mas prossigo..." Pessoas perfeitas não serão encontradas deste lado da vida, mas muitas pessoas ligadas ao cristianismo evangélico, acham que sim e chafurdam em suas próprias inconsistências, debatendo-se e afogando-se em seu próprio voômito.


Ao invés de chamarmos à perfeição, deveríamos chamar pessoas ao perdão, à reconciliação com Deus, apresentando seu amor incondicional, a fim de serem aceitas e curadas. É claro que a sociedade espera da Igreja (ou dos que se intitulam religiosos) um padrão moral mais elevado. O fato de dizer que cultuamos Deus, pelo menos uma vez por semana, deveria fazer com que parecessemos melhores que os demais mortais. Mas isso não justifica a existência de comunidades que insistem em padrões de santidade externos, mensuráveis, marketeiros, enquanto pessoas com dramas pessoais são tachadas, rotuladas, excluidas como se a igreja fosse uma central de controle de qualidade.


Jesus teve os "fariseus" como exemplo desta conduta reprovável. Mas o espectro desta classe social palestina dos tempos de Jesus ainda paira sobre nós, o qual, em momento algum, devemos suportar. Graça, é a palavra de ordem do Evangelho - perdão, é a práxis cristã mais evidente e novo nascimento, a "carteirinha de sócio" desta nova família que Deus, em Cristo, decidiu formar.

Imperfeitos e imperfeitas: bem-vindos à graça e misericórdia de Deus.

Religiosos: "Vão aprender o significado deste versículo da Escritura: ‘Não são os sacrifícios e as ofertas de vocês que Me interessam - mas que tenham compaixão! ’ Meu trabalho aqui na terra é de insistir com os pecadores e não com aqueles que se acham bons, que voltem para Deus" (Mateus 9:13 - VIVA).

Fonte: http://sergiomarcoss.blogspot.com.br/


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