Maurício Zágari: Existe
diferença entre louvor e entretenimento Cristão?
Walter McAlister.: Muita.
Louvor não é algo que se ouve, é algo que se faz. Há muitas músicas hoje que
são simplesmente impossíveis de cantar. São um show de música. Já estive em
cultos em que a música da plataforma era maravilhosa, incrível, fora de série,
ensaiada, com um arranjo lindo. Mas eu olhava para o povo e ninguém estava
cantando. Ninguém conseguia cantar, porque não havia ensaiado as viradas e
certas modulações da música. Ou seja, embora o show fosse lindo, não promoveu
louvor e, portanto, não era louvor. Louvor não é algo que se assiste, é algo
que se faz. As pessoas não devem ir à igreja para assistir a um culto, mas sim
para prestar um culto.
A Igreja coletivamente
presta um culto a Deus, mas, hoje em dia, em sua grande maioria, as pessoas vão
à igreja para receber ou assistir. Vão embora ao final dizendo “hoje o louvor
foi bom”; não porque “eu louvei bem”, mas porque “cantaram músicas das quais
gostei, que me fizeram bem. Me emocionei, estou todo suado, todo feliz”. Julgam
a qualidade do louvor pela sua percepção, pela sua experiência, pela sua
emoção, pelo alento que esse “louvor” proporcionou a elas; quando, de fato, o
louvor é um serviço a Deus. Ninguém vai para o trabalho e diz, no final do dia,
“hoje eu construí um muro que me emocionou”. Não, ele foi lá para trabalhar e
não construiu o muro para o seu prazer, mas para a pessoa que o contratou.
Nós fomos salvos para servir
a Deus, para louvar a Deus. Então, quando vamos à igreja é para prestar culto a
Deus. O que não entendo é que as pessoas chegam atrasadas ao culto e dizem
“ainda estão cantando, ainda não chegou a hora da mensagem, então posso chegar
um pouco mais tarde”. Ou seja: percebem aquilo como um interlúdio musical para
que os retardatários não se constranjam ao entrar durante a mensagem. Moral da
história: as pessoas chamam de louvor o que não é louvor: é entretenimento
cristão. E o que deveria ser louvor elas tratam como um espetáculo descartável.
***
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Pergunta de Maurício Zágari extraída do Livro “O Fim de uma era”,
respondida pelo autor Walter McAlister.
Fonte: Púlpito Cristão.
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